A Tela em Revista, Cinearte, nº 03 – 17/13/1926.

Abaixo, um trecho da coluna de Octávio Gabos Mendes, correspondente da revista Cinearte em São Paulo, em que fala da reforma do Cine Royal, importante cinema paulistano nas décadas de 1910 e 1920, situado na Rua Sebastião Pereira, 62 e 66 (depois 72), no bairro de Santa Cecília.

Nota • O Royal está tão mudado que parece borboleta sahida do casulo. Que metamorphose! Está ficando ultra-estupendo. Pintura nova e bonita. Tapetes novos. Rasparam aquellas caras muito mal pintadas de actrizes insupportaveis de outr’ora (é desnecessário dizer que eram as italianas) e além das pinturas ouvi dizer que vão colocar um novo mobiliário e isto é, sem duvida, o mais necessário, porquanto, as cadeiras lá são insupportaveis, mórmente hoje, que qualquer cinema já tem um commodo assento. O piano foi trocado e redundou isto numa victoria nossa.

O “jazz-band” São Paulo já não está mais lá. Merece, pois, ardentes parabéns o Sr. Serrador. Constróe grandes cinemas no Rio de Janeiro, e faz do Royal o “bijou” que está fazendo e mostra com isto e ainda mais collocando um piano bom e despedindo ou livrando-se do “jazz-band” São Paulo, como queiram, que tem um tino commercial de primeiríssima qualidade e que continuando assim, dentro em breve será o mais acatado dentre todos os que importam films neste mundo de soffrimentos.

G. M.

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